Saiba como é feito o monitoramento de ruído ambiental

8.out.2018

CONCEITO DE SOM

O conceito de som (ou ruído) vem da física acústica: é o resultado da vibração acústica capaz de produzir sensação auditiva. Embora esse conceito físico esteja bem definido, o conceito de “som não desejado”, o que chamamos de ruído ou poluição sonora, é muito relativo. Para fins práticos, os limites são dados à medida que a pressão exercida no sistema auditivo humano se torna prejudicial à saúde. Podem provocar, portanto, danos comportamentais ou físicos. Veja a classificação de ruído e como é feita a análise de ruído ambiental:

 

 

CLASSIFICAÇÃO DE RUÍDO

O ruído pode ser classificado de 4 maneiras:

 

 

1) Contínuo: som que sem mantém no tempo;

2) Intermitente: som não contínuo, em que nos intervalos há dissipação da pressão;

3) Impulsivo: som proveniente de explosões, escape de gás etc

4) Impacto: som proveniente de certas máquinas, como prensa gráfica por exemplo.

 

 

A investigação de um potencial de risco de uma área é feita pelo levantamento do espectro sonoro do local, que é uma curva que fornece a variação do nível do som com a frequência. Outro elemento importante é a absorção sonora. Os ruídos (ruído ambiental) provêm de fontes diretas e indiretas (retorno e permanência do som). Estas últimas dependem da absorção, que é avaliada pela chamada constante de sala, diferente para cada componente do ambiente.

Outra variável importante é a reverberação, que define o grau de reflexões sonoras em um ambiente fechado. É medida pelo tempo de reverberação (definido como o tempo necessário para queda de 60dB do nível sonoro depois de cessada a fonte).

 

MEDIÇÃO SONORA

 

Um medidor de nível sonoro é composto basicamente por um microfone acoplado a um circuito de amplificação que indica o nível de pressão sonora do microfone. Existem 4 tipos de medidores: tipo 0: para laboratório; tipo 1: medidor de precisão; tipo 2: medidor de uso geral e tipo 3: medidor para amostragem.

A medição exige uma série de preparos para que os fatores externos não mascarem os resultados. Fatores determinantes para a medição são, por exemplo, a umidade do ar, altas temperaturas, vento, vibrações, campos eletromagnéticos, poeiras, vapores etc. Por isso o instrumento deve ser calibrado no local.

 

AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE RUÍDO AMBIENTAL

 

Segue-se dois critérios para avaliar o nível do ruído nos ambientes: conforto acústico e ocupacional. A resolução Conama 01, de 08 de março de 1990 regulamenta o controle do ruído para conforto acústico. São estabelecidos nessa resolução os níveis de ruído prejudiciais à saúde e ao sossego público (norma NBR 10.152 de 1987). Já o critério ocupacional trata dos efeitos auditivos causados pelo ruído (Portaria nº3.214 R15 do Ministério do Trabalho em 1978).

 

CONTROLE DOS RUÍDOS 

 

O controle dos ruídos pode ser feito na fonte, no percurso ou no receptor. Ao se optar pelo controle do ruído na fonte, envolvem-se atividades de modificação de projeto, realocação ou substituição de equipamentos. Portanto, essas medidas podem se tornar economicamente inviáveis. O controle no percurso é feito através da colocação de barreiras acústicas entre a fonte e o receptor. Já o controle dos ruídos no receptor envolve ações de controle administrativo como limitar a duração da exposição e implementar a utilização de equipamentos de proteção individual.

 

PRINCIPAIS EFEITOS DANOSOS DO RUÍDO À SAÚDE HUMANA

 

Ruídos podem causar desconforto e dores de cabeça. Podem causar também perda de rendimento no trabalho e até mesmo alterações neurológicas. Além disso, podemos destacar os seguintes problemas:

 

–  Perda auditiva: temporária quando se está exposto a ruídos excessivos e permanente quando ocorre uma perda neurossensorial. No entanto, esta última é geralmente irreversível e se dá pela exposição prolongada ao ruído e pelos sons de alta frequência.

–  Interferência na fala: a fala é afetada pela perda auditiva e pela presença de sons que competem pela atenção do ouvinte.

–  Perturbações do sono: ocorre em ambientes com ruídos acima de 35dB (limite recomendado para preservar o sono).

–  Estresse e hipertensão: ruídos instantâneos de alta frequência podem constringir artérias pelo aumento da pressão arterial, tencionar músculos, dilatar pupilas e aumentar frequência cardíaca. Em outras palavras, isso pode causar tremedeira, parada respiratória e espasmos estomacais.

 

A Ação Consultoria Ambiental conta com uma equipe ambiental treinada na ABNT, equipada com equipamentos próprios para medição de ruído ambiental. Nossa equipe garante um laudo técnico válido para licenciamento ambiental, ajudando os empreendimentos a evitar multas por poluição sonora. Além disso, um projeto de isolamento acústico também ajuda a aumentar a qualidade nos ambientes de trabalho. Conte conosco para suas análises e laudos técnicos especializados.

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