CHORUME – PROBLEMA DE TODOS

24.jan.2019

Um dos maiores impactos ambientais da atualidade é a quantidade de resíduo gerado. Das adversidades causadas pelo acúmulo desses resíduos, a geração de  chorume é uma das mais preocupantes.   

O chorume de lixo (ou chorume de aterro classe 2) é o líquido proveniente da matéria orgânica em decomposição nos aterros sanitários. Se disposto de maneira incorreta no meio ambiente, pode provocar contaminação do solo, lençol freático e corpos d’água. Esse líquido tem aparência escura, viscosa e apresenta cheiro forte característico e desagradável. Portanto, é um atrativo para vetores de doenças, tais como moscas e roedores.

 A formação desse efluente se dá por três maneiras principais:

  1. A partir da umidade natural do lixo orgânico, que se intensifica nos períodos chuvosos;
  2. Da água constituinte da matéria orgânica, que se libera com a decomposição;
  3. Da matéria orgânica propriamente dita, que se dissolvem por conta das enzimas expelidas pelas bactérias que a decompõe.

Esse líquido é extremamente danoso para os corpos d’água, por isso é preciso trata-lo antes de poder devolvê-lo ao meio ambiente.

 

Os tratamentos visam transformar esse efluente em material inerte ou de menor periculosidade. São adotados, então, diversos processos. Dentre eles, destacam-se a separação físico-química, adsorção por carvão ativado e os sistemas de lagoas.

Processo empregado para retirar poluentes inorgânicos, materiais insolúveis, materiais orgânicos não-biodegradáveis, metais pesados, sólidos em suspensão etc. Promove a coagulação e floculação dos poluentes, que, após a decantação, podem ser retirados mais facilmente. É, portanto, uma ótima solução para retirar os fatores que contribuem para a turbidez do líquido.

O carvão ativado é um produto que apresenta grande quantidade de poros, o que lhe confere uma área superficial elevadíssima. Sua grande capacidade de adsorção se dá por conta dessa área (quanto maior a área superficial, maior a quantidade de poluente que pode ser captado). A adsorção pode ocorrer por meio de ligações químicas entre o carvão ativado e o poluente (“quimissorção” – adsorção química), bem como por meio de interações intermoleculares (“fisissorção” – adsorção física.)

Constitui-se de processos naturais, que podem ocorrer em três zonas: zona anaeróbia, zona aeróbia e zona facultativa. O efluente entra por uma extremidade da lagoa e sai pela outra. Nesse percurso, o líquido passa por alguns processos que resultarão na diminuição da sua toxicidade. Esse processo pode demorar vários dias. Ali, a matéria orgânica não solúvel sedimenta, formando um lodo ao fundo. Esse lodo, sem a presença de oxigênio, constitui a zona anaeróbia e sofre decomposição. A matéria orgânica dissolvida, entretanto, constitui a zona aeróbia da lagoa, onde as trocas gasosas com o ambiente são favorecidas. É imprescindível a presença de bactérias decompositoras nas lagoas. Elas promovem o equilíbrio entre a produção de oxigênio na zona anaeróbia e consumo na zona aeróbia. As lagoas facultativas dependem, portanto, da produção de oxigênio através da fotossíntese que ocorre na própria lagoa.

A elevada carga bioquímica na composição do chorume, a variabilidade do volume de líquido no processo de formação e os padrões ambientalmente aceitáveis pelos órgãos competentes tornam o seu tratamento um processo complexo. Essa complexidade, aliada aos altos custos de gestão de uma estação própria, leva muitos empreendimentos a optarem pela terceirização desse serviço.

Fique por dentro!

Atendendo à demanda, a Ação Consultoria Ambiental apresenta forte presença nesse segmento. As soluções variam de tratamento biológico até a gestão e operação das estações de tratamento diretamente nos aterros e nos empreendimentos.  Nas estações são realizadas análises laboratoriais, controle operacional e preparação para o reuso dos efluentes, garantindo os parâmetros da legislação vigente.

Esses serviços visam otimizar os recursos naturais disponíveis, bem como promover a redução de gastos. Para saber mais, mande um e-mail para comercial@acaoconsultoriaambiental.com.br, ou ligue para (41)3029-6798 (Curitiba e região) ou (48)99619-4926 (litoral de Santa Catarina).  Você também pode acessar as nossas redes sociais: Facebook, Instagram e LinkedIn.